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Resumos

CONCEPÇÕES DOCENTES SOBRE O ENSINO DE HISTÓRIA E CULTURA AFRO NO ENSINO FUNDAMENTAL I: UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO CENTRO EDUCACIONAL BATISTA EM MURITIBA- BAHIA. 
 Discentes: Alexandro Carvalho, Edilene Sales, Elisângela Teixeira. 
Este trabalho se propõe a realizar uma problematização de temáticas envolvendo o ensino de História e Cultura afro no contexto da sala de aula. A pesquisa foi realizada no Centro Educacional Batista, localizado no município de Muritiba, Recôncavo Sula da Bahia, surgindo no primeiro momento pela necessidade de conhecer as estratégias metodológicas utilizadas pelos professores para o ensino de História e Cultura Afro, institucionalizado pela Lei Federal 10.639, em janeiro de 2003. Foi um passo importante para a educação étnico-raciais no Brasil. Sendo a educação parte da construção histórica e um direito de todos, é necessário desenvolver e estimular atitudes de repúdio à discriminação pela qual passa os afro-brasileiros. Portanto, diante da relevância deste tema, o objetivo geral dessa pesquisa é analisar as práticas docentes, bem como as estratégias metodológicas utilizadas para o ensino de História e Cultura Afro. Para a realização dessa pesquisa foram utilizados alguns procedimentos consubstanciados com dados secundários: como a pesquisa. Além disso, foi feita a pesquisa de campo e houve entrevistas com os docentes da unidade escolar. 
Palavras-chave: Ensino de História e Cultura Afro - práticas pedagógicas - processo educacional. 




LÁPIS E ENXADA: O ENSINO DE HISTÓRIA NOS ASSENTAMENTOS DO MST DE SANTO AMARO- BAHIA. 
Discentes: Ludmila Araújo, Pablo Rezende   
A presente pesquisa teve como objetivo analisar o ensino de história nas turmas de ensino fundamental I nas escolas dos assentamentos do MST na cidade de Santo Amaro no Recôncavo da Bahia. Considerando que o ensino de história é uma referencia fundamental para a construção da identidade do sem- terra, pois os assentados associam os trabalhadores aos grupos dominados da história, por isso tentamos identificar elementos da Pedagogia Libertadora de Paulo Freire nessas escolas. Serão identificados através de entrevistas dos professores, alunos e moradores das comunidades e também através dos materiais utilizados em sala de aula. Assim a metodologia, consiste em investigar a bibliografia utilizada pelos educadores, buscando os seguintes aspectos: como é pensado o currículo escolar, como se dão as avaliações, quais os métodos, a relação educador/educando, a relação com a comunidade. Visitamos três comunidades de assentados e suas respectivas escolas: a escola municipal Antônio Conselheiro na comunidade do Eldorado, a escola Paulo Freire na comunidade da Bela Vista na e a na escola Ernesto Che Guevara na comunidade da Nova Suíça. As entrevistas realizadas nos permitiram enxergar que apesar das escolas estarem instaladas dentro dos assentamentos, estas são auxiliadas pela secretaria municipal de educação e por isso o livro didático utilizado é o disponibilizado pelo município, porém os educadores buscam sobreviver ao recurso propondo inconscientemente  novas metodologias baseadas na Pedagogia Libertadora de se pensar uma aula de história, considerando elementos importantes da realidade do movimento, o hino do MST, a história do assentamento e de seus moradores que lutaram pela ocupação e pela terra. Hoje os assentados lutam pela implantação de turmas do ensino fundamental II e médio, para evitar a saída de seus filhos para a rede municipal e assim impedir que estes percam sua identidade e consciência cuja escola dentro do assentamento proporciona. 
Palavras-chave: Ensino de História – Identidade - Luta pela Terra – Pedagogia Libertadora
  

Educação do campo: Perspectivas e vivências pedagógicas na escola Municipal Otávio Pereira, no Tabuleiro da Vitória , distrito de Cachoeira-Bahia. 
Discentes: Adenizia Souza, Barbara Sales, Marilene Pinto 
 O presente trabalho traz como tema: Educação do Campo: Perspectivas e vivências pedagógicas na Escola Municipal Otávio Pereira, Distrito de Cachoeira-Bahia. Tem como objetivo traçar o histórico da educação do campo, baseando-se nas leis, decretos, normativos, pareceres e movimentos sociais. Pretendemos também investigar as práticas pedagógicas que a referida escola desenvolve como espaço de valorização da cultura camponesa e a apropriação de conhecimentos na perspectiva da Educação do Campo com ênfase na Disciplina de História, na turma do fundamental I. Observamos as aulas e entrevistamos professores procurando perceber se existe aprofundamento teórico e problematização, socialização dos saberes; Se há uma interrelação com os conteúdos históricos e a vida cotidiana dos alunos; de que forma é praticada a teoria e a prática nos conteúdos históricos; se o planejamento das atividades há uma preocupação com a sazonalidade. Como recurso, utilizaremos um pequeno vídeo com depoimentos metodológicos de uma professora e de um professor, ambos lecionaram na referida escola, sendo em época e contexto distintos. Dessa forma, faremos um contraponto metodológico acerca do processo de ensino e aprendizagem.  
 Palavras-chave: Educação do Campo - Ensino de História - Metodologia . 


A Trilha Sonora da Ditadura Militar: uma possibilidade didático-pedagógica na representação dos aspectos histórico-sociais do Brasil na década de 60. 
Discentes: Joaquim José, Shirley Melo, Tamires Teles. 
Como objetivo deste projeto de intervenção, espera-se que os alunos possam vislumbrar através das ferramentas da trilha sonora da ditadura militar o acesso ao conhecimento histórico e social do país daquele período incutidos em suas letras, melodias e harmonias; Pretende-se enxergar esta possibilidade para os alunos, não só como um importante mecanismo cognitivo e de emoções espontâneas, mas como um formador de conhecimento proporcionado por suas interpretações e reflexões, a emoção causada por uma canção, seria o gerador do contexto específico idealizado pelo educador. A vida cotidiana e as observações dos aspectos histórico-sociais do Brasil, de passado e presente, seriam revistos através de outro ponto de vista de representação, o da canção brasileira como método didático-pedagógico, abrangido em sala de aula na sua totalidade. Com intento de que os alunos alcancem uma nova dimensão histórica de seu país através da rememoração musical, a priori, devemos conduzir uma análise partindo do conhecimento musical que os alunos possuem, traçando a relação entre a ferramenta da canção brasileira e a realidade do alunado. Seria feita uma preparação com elementos primários (pequenas letras, sons, ruídos adversos, relacionado à memória da proposta histórica vislumbrada), minimizando a estranheza dos aspectos desconhecidos das novas canções. Como idealizado o projeto deve consistir em toda uma unidade para o Ensino Médio, logo, seus resultados seriam avaliados por observações processuais e sobretudo numa culminância no fim desta unidade, que consistiria na elaboração de um projeto intitulado “Festival Parodiando A Canção”, onde os alunos se apresentariam com paródias de músicas consideradas “modas favoritas” dos dias de hoje e reconstruiriam essas músicas remodelando-as em letra, melodia e harmonia, inserindo-as nas características das canções da ditadura na década de 60 e nos seus reflexos para a história sociocultural dos dias de hoje. Com o projeto espera-se uma análise, de cada educando, sobre a mudança de referencial das canções brasileiras e como esta mudança pode influenciar um contexto histórico, de constante mutações sociais. 
Palavras-chave: Ditadura - canção brasileira - ferramenta didático-pedagógica – Brasil - história sociocultural. 


História em Cena:  A apropriação da linguagem cinematográfica pelo professor em sala de aula 
DiscentesJoilson Fiúza, Reujane Reis, Veronica de Almeida 
Este trabalho tem como objetivo analisar a apropriação da linguagem cinematográfica pelo professor de História, em duas instituições de ensino da rede pública e duas privadas do município de Cachoeira, no Recôncavo Baiano. A fim de alcançar os resultados, adotamos como metodologia uma analise comparativa com a aplicação de questionários entre quatro professores de cada rede de ensino. A partir das respostas obtidas, constatamos que os professores de ambas as instituições propuseram para esse ano letivo uma quantidade significativa de filmes, porém, a reprodução por si só não é suficiente para afirmar categoricamente que as escolas se apropriam do cinema de maneira adequada. Logo, cabe identificar em que medida os filmes são utilizados, de que formas e quais os objetivos. Nesse sentido, notou-se que as produções fílmicas nos colégios públicos aqui analisados normalmente possuem um caráter de ilustração do conteúdo, sem que haja nenhuma preocupação de estabelecer uma reflexão mais detida. Os professores ainda fazem uma apropriação fragmentada e inadequada do cinema em sala de aula. Já nas instituições privadas os filmes extrapolam o conteúdo, adquirindo um caráter de objeto que possibilita a produção de novos conhecimentos a partir das mediações forjadas pelos professores. No mais, os resultados obtidos deixa entrever que os professores tanto da rede pública quanto privada em nenhum momento de sua formação inicial e continuada tiveram um curso que os capacitassem para a utilização dessa linguagem. Apesar de ambas apresentarem condições similares, a exemplo de espaços físicos e equipamentos audiovisuais em boas condições, duração de aulas e dentre outros, o que provavelmente determinou a diferença dos resultados é a maneira como o professor encara o cinema, além do seu (des)interesse pessoal. 
Palavras-chave: Ensino de História- Professor-  Linguagem Cinematográfica- Cachoeira. 


Ensino de História: Questão de gênero e sexualidade  no PCNs de História 
Discentes: Emanuela Ramos, Erica Marques, Sulamita Lima 
Resumo: A sexualidade se tornou um campo de análise da história devido à influência da Escola dos Annales e, é por isso que pretendemos analisar, como a questão de gênero e sexualidade é abordada no Ensino de História, tomamos como base três currículos de diferentes escolas do Município de Maragojipe, Colégio Estadual Polivalente de Maragojipe, Colégio Estadual Nossa senhora da Conceição, e o Colégio Estadual Gerhard Meyer Suerdieck que trabalham com 2º ano do ensino médio, equivalendo a uma turma por escola.  Nos resultados ficaram nítidos que a abordagem dos PCNs de História não funciona efetivamente na prática. Nos currículos engessados não há espaço para a discussão de gênero e sexualidade, além de ter ficado claro que os profissionais de ensino não estão - nem são- preparados para essa abordagem em sala de aula. Atentamos também para a necessidade  de entender que o estudo sobre gênero e sexualidade propõe o desafio de tornar o indivíduo capaz de identificar as especificidades do contexto histórico da sociedade. Propondo ainda, que as relações de gênero possuem um caráter histórico no sentido que são construções sociais e como tal precisa ser analisada criticamente. 
Palavras chaves: Ensino de História- PCN-sexualidade e gênero. 


Projeto de Intervenção: A Minha História – Um diálogo da Pedagogia Libertária e o Ensino da História. 
Discentes: Carlos Augusto, Claudio Azevedo 
Este projeto de intervenção visa ser aplicado na realidade da Educação Básica das Escolas Públicas do Recôncavo Baiano considerando que neste espaço prevalece uma educação fragmentada, tradicional, bancarista e tecnicista, promovendo aos educandos uma experiência vaga acerca da prática pedagógica voltada para os educandos. Mesmo o Ensino de História torna-se alvo desta realidade construindo a sua aplicação de forma processual, diretiva, vertical, sem considerar as realidades sociais, culturais e políticas dos estudantes. Sendo realidades mutáveis, propormos intervir no espaço pedagógico das escolas, em horário alternativo aos sábados em tempo integral, incluindo como público alvo os educandos da 5ª a 8ª série, em turmas multi-seriadas, durante dois meses. Para isso visamos aplicar os conceitos básicos da pedagogia libertadora, trazendo aos educandos assuntos relevantes as suas realidades, propondo alcançar a formação de uma consciência crítica capaz de desnaturalizar os problemas que os cercam. Buscaremos tratar dos temas e discussões sobre a História do Recôncavo Baiano produzidas no meio historiográfico, ao mesmo tempo em que os educandos possam se sentir contextualizados para trazer as discussões sobre suas próprias histórias. Ao fim espera-se, que os educandos produzam um relato histórico a partir de suas micro realidades, propondo iniciar os estudantes na Escrita da História. Uma história vista e escrita de baixo. 
 Palavras-chave: Intervenção pedagógica- pedagogia libertária- Recôncavo Baiano- Ensino de História. 


A História e suas mudanças com a Ditadura Militar 
DiscentesInaiam Lobo, Judite Ferreira, Verena Pereira       
O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma discussão nas mudanças sofrida pela disciplina de História, nos anos 60 a 80, momento em que o país vivia a Ditadura Militar. O ensino da História no Brasil, afirmava-se por instrumento de controle reservado às classes dominantes, assim, o governo poderia garantir o que deveria ou não ser passado em sala de aula, conforme seus interesses. Neste contexto, a disciplina foi substituída pelos Estudos Sociais – subdividido nas diferentes fases do ensino básico nas disciplinas de Educação Moral e Cívica (E.M.C) e Organização Social e Política Brasileira (O.S.P.B) – no intuito de fortalecer a transmissão desses interesses na educação do país. Com o fim da ditadura, houve a necessidade de eliminar os resquícios deste período em sala de aula, retomando o ensino de História, Filosofia e Geografia, por exemplo, como disciplinas formais e constituintes da grade curricular. 
 Palavras-chave: História- Ditadura Militar-Estudos Sociais. 


Aulas de História em Escolas Religiosas: Problemas, dificuldades e perspectivas da História religiosa em 2 colégios confessionais: Colégio Padre Ovídio, Colégio Santo Antônio de Jesus 
Discente: Antônio Ribeiro 
Neste trabalho, pretende-se identificar as principais dificuldades encontradas nas aulas de História em colégios confessionais. Para alcançar o objetivo, foi desenvolvido um cronograma de entrevistas com professores e alunos dos Colégios. A metodologia escolhida foi a qualitativa, a  partir de entrevistas e a quantitativa para chegar a um denominador comum. O resultado apontou que as escolas escolhidas para a pesquisas não obrigam, aos professores, que ensinem determinada religião e que, cada professor tem liberdade em suas aulas. Dessa forma, busca-se entender se as instituições analisadas impunham um proselitismo religioso nas aulas de História. Pretende-se investigar se as escolas, escolhidas para análise, estão respeitando a diversidade religiosa e cultural dos alunos, considerando as prerrogativas de ter um Estado laico, e que, é de suma importância reavivar essas informações em determinados ambientes de aquisição do conhecimento. Assim, espera-se contribuir para o ensino laico, valorizando outras culturas, ensinando variadas religiões e suas características, haja vista a riqueza cultural das regiões onde se encontram as escolas pesquisadas. 

Palavras-chaveEnsino religioso- Escolas confessionais- Diversidade cultural 




Compreensão do conceito de escravidão por alunos da escola pública de Cachoeira 
Discentes: Gustavo  Vieira e Leonardo Rocha. 
 O trabalho tem por finalidade compreender o modo como alguns alunos do 3º ano A do ensino médio, estudantes do Colégio Estadual da Cachoeira, entendem a história e os conceitos acerca da Escravidão no Brasil. A presente pesquisa possui relevância por se tratar de uma investigação acerca da consciência histórica do aluno proporcionando uma reflexão sobre a História ensinada nas aulas, já que a visão histórica influencia na vida dos alunos contribuindo para a construção de um entendimento e, de uma crítica sobre o meio social, no qual se inserem, e sobre a sociedade como um todo, além de ter a importância de levar aos alunos do curso de história da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, situada em Cachoeira assim como o Colégio, a maneira de pensar a escravidão brasileira pelos alunos do ensino médio.  A metodologia utilizada para a análise do conhecimento histórico dos alunos consiste na elaboração de questionários composto por perguntas subjetivas para que os alunos respondam. O critério utilizado para a análise dos questionários aplicados foi a comparação das respostas obtidas, o que mostrou que a maioria dos alunos mostraram possuir apenas um conhecimento primário a respeito da escravidão no Brasil, conceito esse que fala sobre maus tratos e exploração do trabalho e, apenas metade dos alunos puderam identificar uma classificação da periodização da escravidão no Brasil. 
 Palavras-chave: Alunos do ensino médio- Escravidão no Brasil- Consciência Histórica. 

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